Fundamentos pedagógicos
Última atualização: 22/07/2026.
As sugestões geradas pela plataforma não saem "da cabeça da IA". Elas são parametrizadas por referenciais consolidados, armazenados em banco de dados versionado e injetados integralmente na instrução enviada ao modelo. Esta página documenta esses referenciais e será complementada pela listagem da versão vigente das diretrizes.
Camada 1: Desenho Universal para Aprendizagem (DUA)
Referencial do CAST, na versão 3.0 das diretrizes. Três princípios organizam o desenho das situações de aprendizagem: múltiplos meios de engajamento, múltiplos meios de representação e múltiplos meios de ação e expressão. No PEI, o DUA opera como matriz de projeto, afastando a lógica da adaptação compensatória em favor de um currículo concebido para a diversidade desde a origem.
Camada 2: Diferenciação pedagógica (Tomlinson)
A partir de Carol Ann Tomlinson, as sugestões são organizadas pelos elementos que o docente pode diferenciar (conteúdo, processo, produto e ambiente) em função da prontidão, dos interesses e do perfil de aprendizagem do estudante.
Camada 3: Classificação por alcance da adequação
Com base no referencial brasileiro de adaptações curriculares (MEC, 1998), cada sugestão é etiquetada conforme o seu alcance: adaptação de acesso, adaptação de pequeno porte (ao alcance do docente em sala) ou adaptação de grande porte (que exige decisão institucional). Assim o docente sabe o que pode aplicar sozinho e o que deve levar à coordenação.
Camada 4: Recursos de acessibilidade por barreira
Banco de sugestões de Tecnologia Assistiva e de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), mapeado para as barreiras identificadas no passo a passo.
Princípios transversais da persona
A persona configurada para a IA (professor brasileiro especialista em educação especial inclusiva, com mais de quinze anos de experiência em AEE e em aplicação do DUA) segue princípios fixos: graduar a complexidade dos objetivos sem excluir o estudante da atividade da turma (currículo multinível e taxonomia de Bloom revisada), prever a retirada gradual dos apoios (andaimagem, na perspectiva vigotskiana) e preservar a autoria docente como instância final de validação.
Estruturas de PEI
A plataforma trabalha com estruturas de PEI versionadas em banco de dados. O modelo padrão é genérico e nacional, construído a partir da Lei nº 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão) e do Decreto nº 12.686/2025 (Política Nacional de Educação Especial Inclusiva). Modelos institucionais específicos, como o PEI-AC do IFCE (Anexo VII da Resolução CONSUP nº 340/2025), podem ser oferecidos como opção de escolha do docente, sem alterar o núcleo da plataforma.
Base normativa
- Lei nº 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão)
- Decreto nº 12.686/2025 (Política Nacional de Educação Especial Inclusiva)
- Lei nº 13.709/2018 (LGPD)
Referências
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BRASIL. Decreto nº 12.686, de 20 de outubro de 2025. Institui a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva e a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 21 out. 2025.
BRASIL. Decreto nº 12.773, de 8 de dezembro de 2025. Altera o Decreto nº 12.686, de 20 de outubro de 2025. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 9 dez. 2025.
BRASIL. Ministério da Educação. Portaria MEC nº 421, de 15 de maio de 2026. Dispõe sobre a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva e sobre a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 18 maio 2026.
BRASIL. Ministério da Educação. Portaria MEC nº 550, de 18 de junho de 2026. Altera a Portaria MEC nº 421, de 15 de maio de 2026. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 23 jun. 2026.
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